sexta-feira, 17 de julho de 2015

Pesquisa verifica restrições alimentares dos alunos

Assessoria de Comunicação/Seed

A Secretaria da Educação faz um levantamento dos alunos que apresentam necessidades alimentares especiais. Nesta semana foram enviados formulários a todas as escolas estaduais da rede para mapear a incidência dos alunos com diabetes, intolerância à lactose e doença celíaca – estes últimos não devem ingerir glúten, proteína presente em cereais.
A pesquisa poderá ser respondida no link: docs.google.com/forms/d/1wU57x0Uw5YZGmhmff_0KzO_4hI5tEcElKq1810rcucg/viewform?usp=send_form até 15 de julho. Com base nos resultados, a Coordenação de Alimentação e Nutrição Escolar vai planejar as compras de alimentos para atender também os alunos com restrições alimentares.

“Esse atendimento diferenciado mostra o respeito e a preocupação da Secretaria da Educação em atender bem todos os alunos”, afirmou a coordenadora do Programa Estadual de Alimentação Escolar, Andrea Bruginski Dorigo.

Para a diretora de Infraestrutura e Logística, Márcia Stolarski, o levantamento vai embasar um novo salto de qualidade na merenda. “O ano de 2016 representará um novo marco para a alimentação escolar no Paraná, o do atendimento e inclusão dos alunos com necessidades alimentares especiais”.

Márcia explica que as necessidades diferenciadas decorrem de vários fatores – alimentares, econômicos, culturais e genéticos – que determinam a privação de ingerir determinados alimentos. Exemplos destas restrições são a diabetes melittus, intolerância à lactose, alergias alimentares, doença celíaca, fenilcetonúria e dislipidemia, entre outras.

A equidade consta como um dos princípios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e, portanto, os alunos com necessidades alimentares especiais devem receber a alimentação oferecida na escola de maneira semelhante ao que foi ofertado aos demais alunos, respeitando suas limitações.

ESTUDO – Paralelamente, na Região Metropolitana de Curitiba, pais, alunos, diretores e merendeiras (os) de escolas estaduais, também participaram neste ano de uma pesquisa para avaliar estudantes com restrições alimentares causadas por doença celíaca, diabetes e intolerância à lactose.

O levantamento integra o projeto “Necessidades Alimentares Especiais no Ambiente Escolar: Uma Discussão do Binômio Nutrição e Bioética”, parceria da Secretaria de Estado da Educação, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Pontifícia Universidade Católica do Chile e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

REFERÊNCIA – O Programa Estadual de Alimentação Escolar do Paraná é referência nacional na aquisição de alimentos da agricultura familiar, no monitoramento nutricional dos alunos, na logística de distribuição adotada, na diversidade e qualidade dos gêneros utilizados, entre outros.

MAIS QUALIDADE – Somente em 2015, o Governo do Paraná vai investir R$ 150 milhões na compra de produtos não perecíveis para a merenda escolar, como arroz, feijão, macarrão e açúcar. Além disso, mais R$ 45 milhões serão destinados somente para compra de alimentos de pequenos produtores.

A merenda escolar passou por uma grande transformação nos últimos anos com a aquisição de produtos da agricultura familiar. Uma vez por semana as escolas da rede estadual, Apaes e unidades conveniadas recebem frutas, verduras, hortaliças, panificados, polpas de frutas, sucos e geleias direto do produtor.

Nos últimos quatro anos, a quantidade de alimentos da agricultura familiar na merenda subiu de 1.885 toneladas para 12.477 toneladas. A quantidade dos alimentos orgânicos também aumentou de nove toneladas para 2.537 toneladas.


Esta notícia foi publicada em 13/07/15 no site  www.educacao.pr.gov.br. Todas as informações são de responsabilidade do autor.
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